Estratégias e táticas de combate (preparando a peleja)
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(na taba com nativos)
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É preciso conhecer bem seu adversário, quando ele é muito mais forte do que você. E isso se torna mais premente, quando ele é um ser sobrenatural, ou seja, para além da natureza. Esse é justamente o caso em que se dará a peleja da Báçira contra a Grande Sombra (o Golem Alado).
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Alguém me disse, certa vez, que uma história vai além do texto escrito. Ah, ,lembrei!, foi uma ilustradora, lembrei! Portanto, atentem para a ilustração acima. Lembra o Yin e Yang, da tradição chinesa, né? É um duplo. Algo menor vibra embaixo, como refletindo algo maior que vibra acima. Entre as duas figuras, da lavra do meu compadre Emanuel Brito, há similaridades na forma. Mas são desiguais no tamanho e na posição na tela. Eu diria que remete ao humano em frente ao divino. Ou, ao natural em frente ao sobrenatural. Conclusão: é provável que entre os dois lados em guerra na Serra da Báçira, haja sutis semelhanças, feito opostos simétricos. Guardem isso, pois será importante nessa batalha.
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(ponderações da tribo)
NATIVO
— Aonde você quer chegar com tudo isso?
E cadê a ação de combate? O ataque e a defesa?
DR. CARLOS
Calma! Acompanhem meu raciocínio.
Voltemos às ilustrações.


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Vou fazer uma salada psicológica, mas não se assustem. É tudo muito fácil de entender. Vejamos:
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DR. CARLOS
— O que devemos mudar para poder vencer a peleja na Báçira? Lembram?
(pausa e ninguém responde)
— Nossa mentalidade. Nossa forma de ver o mundo. Devemos, já nos foi dito, ter os olhos de criança, ma non troppo.
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Desconfio de que alguém nessa roda tenha algo no subconsciente que alimenta esse Golem. E, antes de começarmos a luta em campo aberto, será preciso mudar algo dentro dessa pessoa. Somos uma tribo e numa tribo quando um adoece, todos adoecem, né assim? Pois bem… O inconsciente coletivo da Báçira está contaminado por algum problema de caráter de um de nós.
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Na feira, Seu Pavão discursa de forma autoritária, sobre os fatos, sempre acompanhado dos capangas. Parece ser outra pessoa, totalmente diferente da que vemos na Báçira. Seria dupla personalidade?
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No Instituto Histórico, Seu Pavão aparenta uma grande preocupação com sua própria imagem. Um egocentrismo mal disfarçado. Leva a documentação histórica para ter uma desforra com os feirantes.
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(na taba com nativos)
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— Alguém coloca a carapuça? Não. Não precisa ser agora. Porém, sugiro que, quando estivermos no campo de batalha, essa pessoa seja curada de seu duplo. E nós todos mudemos nosso olhar sobre o Golem. Afinal, ele é uma criatura e não deve ser responsabilizado pelos erros de seu dono. Dito isto: às armas, camaradas!
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— Que armas? pensei eu, ao ouvir o meu compadre Carlos, agora no posto de mestre-de-campo da Báçira.
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(Dona Miúda, ouvindo, telepaticamente, meu pensamento, interfere outra vez:)
— Nossas armas, Seu Lula, são as do bem, da solidariedade, do amor. Descubram isso dentro de si mesmos e venceremos o Golem!
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A PELEJA (a/final)
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Saímos a campo aberto. Os índios traziam tacapes, as onças mostravam as garras, os passarinhos, seus bicos afiados. Todos aparentemente preparados pela preleção do comandante Carlos. Só não vimos Seu Pavão. Mistério!!!
( melhor continuar numa próxima postagem, porque o bicho (o Golem) vai pegar!)
Sinalética da Báçira:
Experimento gráfico, a partir das técnicas de formatação de roteiros
(consulte o almofariz para ver a sinalética)