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“Mas não era tudo. Entre o grau 15 e o 20, havia uma enseada bastante extensa, que partia do ponto onde se formava um lago. Disse então uma voz repetidamente: –Quando se vierem cavar as minas escondidas em meio a estes montes, aparecerá aqui a Terra Prometida, que jorrará leite e mel. Será uma riqueza inconcebível”. (Dom Bosco, 1883, sobre Brasília.)
“A cidade é uma tensão entre o arcaico e o moderno”. (Ítalo Calvino)
“Brasília é artificial”. (Clarice Lispector)
É um pássaro? É um avião? (a eterna dúvida sobre o mapa de Brasília)
[…]>
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(conversa entre dois idosos)
— Se naquela época ainda não existiam aviões com as asas recurvas, trata-se de uma ave gigante, sugere o Dr. Carlos, em visita ao meu alpendre no Sítio das Quintas, Olinda.
(E a conversa não poderia ser outra, depois da viagem à Báçira.)
— Não posso afirmar, meu compadre, mas aquilo lá parece mesmo o desenho de uma grande ave mitológica.
— Poderia ser um Golem?
— Pensando que Brasília tem uma egrégora cuja força, geralmente, está voltada para o sucesso pessoal, para a riqueza e para o poder, é bem possível que seja um Golem, obeso e lerdo. (risos)
— Um Golem no Planalto Centra!… Merece atenção. Obeso, sim, mas, lerdo, não. Essa besta fera pode destruir nossa nação, o meio ambiente, a cultura, a cordialidade brasileira e tudo o que criamos de belo, de verdadeiro e de bom.
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Meus 13 pacientes leitores, que estão até agora lendo essas estórias baçireanas, já devem estar se perguntando se a gente sobreviveu àquelas peripécias. Respondo que sim. E estamos com a sensação de missão cumprida.
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(resposta do telepata rsrsrs)
— Cumprida, não! retruca o compadre Carlinhos, esse olindense ilustre, que agora preside o Instituto Histórico e Geográfico da Glória do Goitá. Pode ser uma missão comprida, de longa, extensa. posto que há muito por fazer sobre essa questão dos golens. Não esqueça, compadre, que quem conhece e domina a Cabala, pode criar seu próprio gigante.
— Como comprovar essa hipótese de Brasília, meu compadre Carlos?
— Pelo método das frutas…
— Não entendi.
— A árvore boa dará boas frutas, pregava o Rabi da Galiléia. Portanto, basta ver a árvore da mentalidade dos poderosos de Brasília e…
— Acharemos um Golem?
— Ou dezenas… diria eu.
***
Ï(((
Nesse instante, o tempo mudou e o céu ficou sombrio. Estávamos no Bonsucesso, ali por trás do Sítio dos Manguinhos e o céu ficava escondido pelo arvoredo que desce pelas vertentes do morro da Sé. A chuva nos remetia à Báçira e seus abalos sísmicos. Quem viveu o que vivemos jamais vai esquecer. Nossa mentalidade ficou deveras transformada. Desse modo, a conversa estava boa, até compreendermos a seriedade de existir um Golem, oculto no desenho de Brasília. Não era bom sinal. Os tempos podem ficar trevosos…
(Ï)
— O que fazer, então?
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Deixaremos essa resposta para os milhões de brasileiros, que possuem a chave da mudança. Mudança de mentalidade, de comportamento e de caráter. Essa é uma luta de todos e de todas. E requer transformação interior e luta cotidiana. Como em Báçira, venceremos! Todos os elementais, todas as energias que protegem o planeta Terra estão de alerta sobre a egrégora brasiliense. Como em Báçira, não estamos sós! À luta, camaradas! Paz e bem!
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FIM
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Sinalética da Báçira:
Experimento gráfico, a partir das técnicas de formatação de roteiros
(consulte o almofariz para ver a sinalética)
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Folhetim roteirizado e dedicado ao mago Osman Lins, que fecha A Rainha dos Cárceres da Grécia, desse jeito:
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