Olinda

A cidade suga tua luz

Pois não suporta a beleza de teu ser…

A cidade é terna

E essa ternura é tua

As saliências das sete colinas

São meras imitações

De teus flancos

De tuas ancas

A cidade nem te alcança

Quando te lanças

Bela e quando avanças

Varando o varadouro e a ribeira

A cidade nem sabe ainda

Que quem lhe deu o nome

Foste tu,

Ó linda…

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