
Caminhar nada mais é do que um pé alçado
e outro no chão.
O movimento é meramente o ritmo
de alternar os pés.
Andar, portanto, não carece de metáfora
nem de alusão.
Assim é este poema
Umas parcas linhas escritas
e outras não.
Alternam-se, ora as entrelinhas,
ora os signos.
Nada no poema move-se para além do caminho que persigo.
Passos perdidos…
Eis a ilusão:
O adjetivo.