
Quando o amor pede espaço
Invade tudo,
Feito enxurradas de março
Arrasta-nos, mentes aflitas,
Corações de aluviões,
Os corpos em palafitas.
O amor arranca as margens
Que nos sustentam as pontes,
As balaustres do ego
Que ora tateia, cego,
Pedindo arreglo
O ego grita de medo
Mas o amor é força
É Id,
cheia do Capibaribe
Que, avassalador, decide
Pela grande inundação